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Governo da Coreia do Sul planeja concluir legislação sobre stablecoins ainda este ano, com acesso institucional e a 2ª fase da Lei Básica de Ativos Digitais avançando em paralelo

2026-07-24

Segundo a Tokenpost, o chefe da divisão de ativos criptográficos da Comissão de Serviços Financeiros (FSC) da Coreia do Sul declarou, em sessão da Assembleia Nacional, que o governo está avançando com a legislação relacionada a stablecoins — a 2ª fase da Lei Básica de Ativos Digitais — em paralelo com o plano de entrada de investidores institucionais no mercado de ativos criptográficos, com previsão de concluir a legislação sobre ativos digitais ainda este ano. A reportagem também menciona que a “proibição de participação acionária de empresas financeiras em empresas de ativos criptográficos”, implementada em 2017 por meio de orientação administrativa, pode ser revogada ainda este ano. É importante esclarecer que, até o momento, este site encontrou apenas essa reprodução feita pela Tokenpost, um veículo em coreano, e não localizou o comunicado oficial correspondente, em inglês ou coreano, no site oficial da FSC. Como o nome específico do porta-voz varia entre as diferentes reproduções da notícia, este texto opta por não identificar o indivíduo, aguardando confirmação pela ata oficial da reunião.

Leitura editorial: por enquanto, nada muda para usuários de cartões USDT na Coreia

Vamos direto à conclusão: esta é uma notícia de “intenção legislativa”, não de “regra em vigor”. Entre uma coisa e outra normalmente existe um caminho de meses ou até mais — texto do projeto de lei, consulta pública, votação na Assembleia Nacional, detalhamento de decretos de implementação. Para quem hoje usa cartões virtuais USDT na Coreia — seja a variante Asia Elite do MPCard, o Bybit Card ou o RedotPay — esta notícia não altera hoje a disponibilidade, os limites ou as taxas de nenhum cartão.

O que realmente merece atenção não é a expressão “legislação sobre stablecoins” em si, mas duas mudanças possíveis a jusante:

Se você está comparando opções de cartão para o cenário coreano, consulte nosso resumo de seleção de cartões para usuários na Coreia, cujos números de taxas e limites seguem as páginas oficiais de cada emissor.

Comparação histórica: anúncio de intenção ≠ regra implementada

Colocada na linha do tempo da regulação da região Ásia-Pacífico, esta notícia se parece mais com um “sinal” do que com um “ponto de inflexão”.

Comparando com o Japão: o país aprovou, em 2022, a emenda à Lei de Liquidação de Fundos, incorporando stablecoins ao arcabouço regulatório, com entrada em vigor oficial em junho de 2023 — cerca de um ano entre a emenda e a implementação, e mesmo após a implementação, stablecoins estrangeiras ainda precisam de aprovação caso a caso para operar no Japão. O progresso atual da Coreia está no estágio de “um funcionário declarou à Assembleia Nacional que a legislação avançará este ano”, ou seja, um passo atrás do estágio em que o Japão estava em 2022, quando o projeto de lei já havia sido aprovado.

Comparando com o MiCAR da União Europeia: da proposta em 2020 à publicação oficial em 2023, e à entrada em vigor faseada das disposições sobre stablecoins em 2024, todo o processo se estendeu por quatro anos. Temas envolvendo stablecoins, que tocam a soberania monetária, quase nunca têm precedente de “anúncio equivale a vigência imediata”.

Então, “o que muda desta vez em relação ao passado”? Sinceramente, do ponto de vista da exequibilidade, não há diferença essencial — sempre há primeiro intenção política, depois um longo processo legislativo. A única diferença real é que a Coreia está empacotando “legislação sobre stablecoins” e “entrada institucional” para avançar em conjunto — essa combinação de sinais é mais clara do que impulsionar um item isoladamente, indicando que a direção regulatória é “trazer para dentro da regulação, não proibir”. Isso é um contexto relativamente positivo para portadores de cartão de longo prazo.

Limites de conformidade: atualmente, stablecoins na Coreia estão em uma “zona cinzenta à espera de legislação”

É preciso deixar claro qual é o estado legal atual: a Coreia do Sul, hoje, não proíbe explicitamente que indivíduos detenham e usem stablecoins estrangeiras, mas também ainda não possui um arcabouço legal específico para stablecoins — exatamente a lacuna que esta legislação pretende preencher. Em outras palavras, recarregar um cartão virtual com USDT na Coreia está em uma “zona cinzenta não especificamente regulada”, e não em uma situação de “expressamente permitido” ou “expressamente proibido”.

Vale um aviso: este site não possui uma página de conformidade específica para a Coreia, portanto não inserimos links internos de conformidade para o cenário coreano, a fim de evitar interpretações equivocadas. Se o seu uso abrange outras jurisdições, você pode consultar nosso guia de conformidade do Japão, já publicado — o Japão é o exemplo mais avançado e com trajetória mais clara na legislação de stablecoins na região Ásia-Pacífico, útil como referência para avaliar os próximos passos da Coreia.

Pontos a observar daqui para frente

Recomendação editorial

Atualizaremos este artigo assim que a FSC publicar o rascunho formal ou o comunicado de revogação da proibição de participação acionária.